Na noite do último domingo (5), no icônico Hotel Beverly Hilton, em Los Angeles (EUA), a nossa diva Fernanda Torres consagrou-se como um marco na história do cinema brasileiro ao conquistar o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Dramático por sua atuação no aclamado "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles. Sendo o primeiro prêmio na categoria para o cinema brasileiro!
Foto: @sonypicture |
Uma vitória cercada de gigantes
Fernanda enfrentou uma competição acirrada, dividindo a categoria com estrelas como Nicole Kidman (Babygirl), Angelina Jolie (Maria Callas), Kate Winslet (Lee) e Tilda Swinton (O Quarto ao Lado). Ainda assim, sua interpretação de Eunice Paiva foi considerada inigualável, rendendo aplausos da crítica e emocionando o público internacional.
Em seu discurso, após recebe a estatueta das mãos de Viola Davis, Fernanda emocionou ainda mais ao dedicar o prêmio à sua mãe, a lenda Fernanda Montenegro, que também marcou a história do Globo de Ouro ao ser indicada há 25 anos por sua performance em Central do Brasil.
Ainda Estou Aqui: a força de uma história real
O filme, retrata a trajetória de Eunice Paiva, vivida por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro em diferentes fases da vida. Eunice era esposa de Rubens Paiva (interpretado por Selton Mello), deputado cassado, preso, torturado e morto pela ditadura militar em 1971. Como mãe de cinco filhos, incluindo o escritor Marcelo Rubens Paiva, que escreveu o livro no qual o filme é baseado, Eunice lutou por décadas para que o assassinato do marido fosse oficialmente reconhecido — algo que só ocorreu em 1996. Sua vida foi marcada pela resistência e pela dor, agravadas nos últimos anos pela batalha contra o Alzheimer, que a levou em 2018.
Além do prêmio de Melhor Atriz, Ainda Estou Aqui também foi indicado na categoria de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, mas perdeu para Emilia Pérez. Mesmo assim, o longa já havia acumulado uma série de conquistas em festivais internacionais, incluindo prêmios na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e nos festivais de Vancouver, Miami e Veneza. No Festival de Veneza, o filme recebeu o prêmio de Melhor Roteiro e foi ovacionado por mais de 10 minutos após sua exibição. Além disso, Fernanda já havia sido homenageada anteriormente no Critics' Choice Awards, consolidando sua performance como uma das mais marcantes do ano.
Um marco para o cinema nacional
A última vitória brasileira no Globo de Ouro havia sido em 1999, quando Central do Brasil, também dirigido por Walter Salles, levou o prêmio de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa. Agora, Fernanda Torres reafirma o talento e a força do cinema nacional, provando que nossas histórias têm espaço e voz no cenário internacional.
A conquista é um momento inesquecível não só para Fernanda, mas para toda a indústria cinematográfica brasileira, marcando um novo capítulo de reconhecimento global.
Foto: REUTERS/Mario Anzuoni |
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